domingo, 27 de novembro de 2011

domingo, 6 de novembro de 2011

Do Desejo - Hilda Hilst


IPorque há desejo em mim, é tudo cintilância.
 
Antes, o cotidiano era um pensar alturas 
Buscando Aquele Outro decantado 
Surdo à minha humana ladradura. 
Visgo e suor, pois nunca se faziam. 
Hoje, de carne e osso, laborioso, lascivo 
Tomas-me o corpo. E que descanso me dás 
Depois das lidas. Sonhei penhascos 
Quando havia o jardim aqui ao lado. 
Pensei subidas onde não havia rastros. 
Extasiada, fodo contigo 
Ao invés de ganir diante do Nada.



Eu gostaria sim, pode soar vergonhoso isso, mas eu gostaria sim.

De saber ler e escrever.

Da fragilidade.


Sou fraquíssima!
Sou franquíssima.
mas na verdade, eu quero dizer 
que se não consigo fazer nada dar certo,

nem mesmo o que quero pra vida inteira e
quis desde sempre. e que na verdade
nunca realmente pensei que fosse.e
contudo, agora é. 

                                enfim, de nada sirvo.


I'm my

pois quando fiz-me tua 
foi quando me senti minha!
Só minha!


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

o momento que não deve ser.


Eu quero conseguir tomar conta de mim pelo menos por alguns anos.Talvez pelo cansaço de deixar-me ludibriar por momentos reluzentes, porém, momentos. à maneira tal qual vivi, é o todo do não querer mais. E a inviabilidade deste uso ser continuado é demonstrada por tudo de triste e descomposto que já me ocorreu.A infelicidade rotineira é boa, disso nunca esqueçamos! Mas o momento da felicidade, ora, sejamos honestos, não há melhor quando passa. anos sendo. 


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

à Pátria Mãe.



E quando tu em mim -me- aconteceu
eu estava tão em mim que o que era 
eu 
transcendeu.