Certo dia, uma folha de papel que estava em cima de uma mesa, junto com outras folhas exatamente iguais a ela, viu-se coberta de sinais. Uma pena, molhada de tinta preta, havia escrito uma porção de palavras em toda a folha.
- Será que você não poderia ter me poupado esta humilhação?
disse, furiosa, a folha de papel para a tinta.
- Espere! respondeu a tinta. - Eu não estraguei você. Eu cobri você de palavras. Agora você não é mais apenas uma folha de papel, mas sim uma mensagem. Você é a guardiã do pensamento humano. Você se transformou num documento precioso.
E, realmente, pouco depois, alguém foi arrumar a mesa e apanhou as folhas de papel para jogá-las na lareira. Mas subitamente reparou na folha escrita com tinta, e então jogou fora todas as outras, guardando apenas a que continha uma mensagem escrita.
P.S.: Acordei pensando nesta hoje.Bom aproveito!
domingo, 10 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
O que dizes?
Existem coisas, que não fazem o menor sentido (quando) ditas ao vento, mas têm todo valor quando (ditas) num sopro.
ou
Existem coisas, que não fazem o menor sentido jogadas ao vento, mas têm todo valor quando sopradas.
A mim.
¹Homem, que és o meu não ser!
Inquieta-te junto a mim,
resmungas como um velho!
Estes ouvidos que
me completam o corpo
me completam o corpo
o ouvirá.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
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